Governo avança com PRR nacional e duplica linha de crédito para mil milhões de euros

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Vai ser criado o PTRR, um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) integralmente nacional para recuperar infraestruturas críticas.

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, revelou esta quinta-feira a criação de um novo instrumento estratégico para fazer face aos estragos provocados pelas intempéries que têm assolado o país. Batizado pelo chefe do Governo como PTRR, trata-se de um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) integralmente nacional, desenhado para reforçar a robustez das infraestruturas críticas e responder de forma estrutural às consequências das cheias.

O anúncio foi feito em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, onde Montenegro se deslocou para acompanhar a situação no terreno após a reunião do Conselho de Ministros. O governante explicou que já foram emanadas diretrizes para os vários ministérios com o objetivo de operacionalizar este plano, que surge após uma “reflexão aprofundada” do executivo. O foco deste programa “exclusivamente português” incidirá sobre a reabilitação e o fortalecimento de redes essenciais, abrangendo desde as infraestruturas básicas, rodoviárias e ferroviárias, até aos setores da energia, águas e serviços públicos.

Reconhecendo que o país tem pela frente “um desafio enorme”, o Primeiro-Ministro sublinhou a necessidade de preparar o território para resistir a futuros fenómenos extremos, assegurando uma resposta transversal a um problema que tocou todo o território nacional.

Para além da estratégia de infraestruturas, o Governo decidiu duplicar a “almofada” financeira destinada ao tecido empresarial. Face à elevada procura – já deram entrada cerca de 3.500 candidaturas correspondentes a 700 milhões de euros -, o Conselho de Ministros aprovou o aumento da linha de crédito de apoio à tesouraria de 500 para mil milhões de euros. Estes empréstimos, que contemplam um período de carência, visam injetar liquidez imediata nas empresas afetadas.

Luís Montenegro procurou transmitir uma mensagem de confiança e proximidade, garantindo que os apoios estão a ser processados “com uma rapidez muito grande”, embora admita que, para quem perdeu bens ou o seu meio de sustento, a perceção de celeridade possa ser diferente. O líder do executivo apelou ainda às seguradoras para que assumam as suas responsabilidades e às autarquias para que acelerem as vistorias necessárias, passos fundamentais para que as indemnizações cheguem rapidamente às famílias e comerciantes.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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