Fórmula 1 com novas regras de segurança e sustentabilidade para 2026

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O objetivo é transformar a Fórmula 1 através de três eixos fundamentais: sustentabilidade, segurança e espetáculo.

A Fórmula 1 prepara-se para iniciar um novo ciclo regulamentar em 2026, operando aquela que é descrita como a mais profunda reformulação técnica desde a criação do campeonato, diz o Diário de Notícias (acesso pago).

Os novos regulamentos incidem, em primeiro lugar, na fisionomia dos monolugares. Contrariando a tendência de crescimento das últimas décadas, os carros de 2026 serão mais compactos e ligeiros. O peso mínimo obrigatório sofre uma redução de cerca de 30 kg, acompanhada por uma diminuição na distância entre eixos e na largura total, que se fixará nos 1,90 metros.

Ao nível da motorização, a arquitetura híbrida permanece, mas com alterações substanciais. O sistema MGU-H (recuperação de energia através dos gases de escape) será eliminado, enquanto a componente elétrica ganha preponderância. O gerador cinético (MGU-K) verá a sua potência aumentada, sendo capaz de fornecer cerca de 50% da potência total do carro em determinadas fases da prova. Esta mudança forçará os pilotos a uma gestão de energia mais rigorosa e estratégica durante as corridas.

A aerodinâmica também será alvo de revisão, com o abandono do sistema DRS (Drag Reduction System). Em sua substituição, entra em vigor a aerodinâmica ativa, que permitirá alterar a configuração das asas dianteira e traseira em andamento. Os pilotos poderão acionar manualmente um modo de baixa resistência para as retas e um modo de maior carga aerodinâmica para as curvas, visando promover mais ultrapassagens.

Convém salientar que 2026 assinala a entrada da Audi como equipa de fábrica, após a aquisição da Sauber, e o regresso da Ford como parceira técnica da Red Bull Powertrains. A Honda passará a fornecer motores de forma exclusiva à Aston Martin, enquanto a grelha se expande para 11 equipas com a chegada da Cadillac, que utilizará unidades motrizes Ferrari. Em sentido inverso, a Renault deixará de produzir motores para a categoria, encerrando uma presença histórica que remonta a 1977.

Quanto à segurança e regulamentação desportiva, a FIA introduz novas estruturas de impacto frontal e lateral, bem como luzes de segurança que indicarão o estado do sistema elétrico do veículo em caso de paragem em pista. Foi ainda estabelecido que, para evitar o excesso de fibra de carbono exposta, as equipas terão de garantir que 55% da superfície do carro possui pintura ou grafismos. Adicionalmente, em cenários de calor extremo, o uso de coletes de arrefecimento passará a ser obrigatório para os pilotos.

É também de recordar que, em 2027 e 2028, a Fórmula 1 irá regressar a Portugal, mais precisamente ao Autódromo Internacional do Algarve.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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