Recuperação da Linha do Oeste vai demorar, pelo menos, nove meses

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O ministro Miguel Pinto Luz admite que a total operacionalidade da Linha do Oeste levará meses a repor.

A circulação na Linha do Oeste vai enfrentar um longo período de perturbação, prevendo-se que a total operacionalidade da via só seja reposta daqui a, pelo menos, nove meses. A estimativa foi avançada esta segunda-feira pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na sequência de uma avaliação aos severos danos provocados pela sucessão de tempestades que fustigou o território nacional nas últimas semanas.

À saída de uma reunião de trabalho que juntou várias entidades do setor das infraestruturas, o governante traçou um cenário de recuperação a várias velocidades, dependente do recuo das águas e da complexidade das avarias. Segundo Miguel Pinto Luz, embora seja possível reabrir algumas infraestruturas assim que o nível das águas baixe, existem outras situações que exigirão intervenções de fundo, com prazos de reparação que oscilam entre os três meses e períodos bastante superiores, como é o caso da Linha do Oeste.

Perante a vulnerabilidade demonstrada por algumas estruturas face a fenómenos meteorológicos extremos, o Governo decidiu também avançar com uma medida de fiscalização preventiva. O ministro anunciou que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi mandatado para liderar uma auditoria nacional à segurança de grandes infraestruturas. O foco desta avaliação incidirá prioritariamente sobre grandes taludes e pontes, com o objetivo de garantir que estas construções cruciais não colapsem ou fiquem em risco em “situações limite” como as vivenciadas recentemente.

O mau tempo, impulsionado pela passagem consecutiva das depressões Kristin, Leonardo e Marta, deixou um rasto pesado no país. Desde o dia 28 de janeiro, o balanço oficial aponta para quinze vítimas mortais, além de centenas de feridos e desalojados. Apesar da extensão dos estragos e da previsão de trabalhos longos, Miguel Pinto Luz assegurou que o país se encontra mobilizado em todas as suas dimensões — numa articulação entre Estado, autarquias e setor privado — para assegurar o regresso à normalidade com a maior brevidade possível.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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