A Fundação MEO relança as Cabines de Leitura com um novo conceito. Projeto arranca em Lisboa e estende-se a todo o país até 2026.
As históricas cabines telefónicas, outrora peças fundamentais na paisagem urbana e na comunicação em Portugal, estão a ganhar uma segunda vida, agora focada na cultura e na comunidade. A Fundação MEO assinalou hoje, no Fórum Picoas, em Lisboa, o relançamento do projeto Cabines de Leitura, uma iniciativa que procura cruzar a preservação da memória coletiva com as exigências da era digital.
O projeto, que teve o seu início em 2013, surgiu como uma resposta ao progressivo abandono destes equipamentos, ditado pela evolução tecnológica e pela massificação dos telemóveis. Desde então, mais de uma centena de cabines foram requalificadas, deixando de ser meros vestígios de uma tecnologia obsoleta para se converterem em pontos de encontro comunitário dedicados à troca de livros. Contudo, a nova fase agora inaugurada pretende ir mais longe, introduzindo um design renovado e funcionalidades tecnológicas que modernizam a experiência.
A nova geração de cabines apresenta uma identidade contemporânea que vai além da simples disponibilização de livros físicos. Entre as novidades destacam-se a inclusão de conteúdos digitais acessíveis através de QR Code e a criação de uma área especificamente dedicada ao público infantil, incentivando a leitura desde cedo. A renovação estética inclui ainda uma parede pensada para a partilha em redes sociais e uma caixa postal destinada a mensagens positivas, convidando quem passa a interagir ativamente com o espaço, seja lendo, escrevendo ou partilhando experiências.
O plano de expansão desta rede renovada é ambicioso e imediato. Após a inauguração da cabine de Picoas, a Fundação MEO prevê alargar o projeto a várias regiões do país ainda durante o primeiro trimestre de 2026. Estão já programadas requalificações de nove cabines em localidades como o Porto, Beja, Portimão, Fundão, Oliveira de Azeméis, Góis, Benavente, Feijó e Gouveia.
