Prioridade dada à inteligência artificial afasta a NVIDIA do mercado de jogos.
De acordo com novas informações, a NVIDIA não deverá qualquer nova placa gráfica para o consumidor final ao longo de 2026. Trata‑se de uma decisão inédita na história recente da empresa, que mantinha um ritmo constante de lançamentos para jogos há quase três décadas. A razão é que a empresa decidiu dar prioridade absoluta à produção de chips dedicados à inteligência artificial e a data centers.
A atualização intermédia da série RTX 50, frequentemente apelidada de “Super”, estava inicialmente prevista para este ano, mas terá sido adiada por tempo indeterminado. A próxima geração completa, potencialmente designada RTX 60, só deverá entrar em produção em massa no final de 2027, e no melhor dos cenários.
Esta mudança resulta da enorme pressão sobre os componentes de memória, cada vez mais absorvidos pela infraestrutura de inteligência artificial. Como consequência, as placas gráficas destinadas ao consumidor tornaram‑se mais escassas e caras, enquanto as margens de lucro no segmento empresarial continuam a crescer de forma acentuada.
O impacto no mercado de jogos é impossível de ignorar. A receita proveniente do gaming, que no início da década de 2020 representava cerca de 35% do volume de negócios da NVIDIA, caiu para menos de 10%. Para os jogadores, o cenário é desanimador, com preços em alta, oferta limitada e saltos tecnológicos menos expressivos do que no passado. A escassez de modelos da série RTX 50 deverá prolongar‑se, sem alternativas imediatas à vista.
