Após estruturação interna com cortes de pessoal, a integração operacional marca uma nova fase da empresa chinesa.
A realme, que durante anos operou com relativa autonomia apesar das suas origens no grupo BBK Electronics, que entretanto foi extinta em 2023, prepara‑se para uma mudança estrutural profunda: tal como aconteceu anteriormente com a OnePlus, voltará a ser oficialmente uma submarca da OPPO. A decisão veio agora confirmar os rumores que circulam desde o início de 2026, pondo fim ao período em que a marca tentava afirmar‑se como fabricante independente.
De acordo com as informações disponibilizadas, a integração já está em curso e inclui cortes significativos de pessoal. Departamentos de marketing e serviços em mercados estratégicos, como a Índia, estão a ser encerrados, passando a gestão dessas áreas para estruturas centralizadas da OPPO. Apesar da reestruturação, Sky Li, fundador e CEO da realme, manter‑se‑á no comando da marca.
O futuro, contudo, é incerto para muitos trabalhadores, e até para a própria identidade da realme. A empresa enfrenta uma queda acentuada nas vendas, situação que também afeta a OnePlus, cuja continuidade tem sido alvo de especulação. Informações recentes sugerem que vários dispositivos planeados pela OnePlus terão sido cancelados devido ao fraco desempenho comercial.
A integração da realme na OPPO poderá permitir uma maior racionalização de recursos e sinergias tecnológicas, mas resta saber se a marca conseguirá preservar o posicionamento competitivo que a tornou popular entre consumidores jovens e orientados para o desempenho. O impacto desta mudança no portefólio de produtos deverá tornar‑se mais claro ao longo do ano.
