A Ponte da Arrábida vai ser alvo de uma reabilitação profunda, com redução de uma via em cada sentido durante os meses de julho e agosto.
A Ponte da Arrábida, uma das principais ligações rodoviárias entre o Porto e Vila Nova de Gaia, vai ser alvo de uma intervenção profunda de reabilitação, que implicará constrangimentos ao trânsito durante os meses de julho e agosto, diz o Jornal de Notícias (acesso pago). Nesse período, a travessia ficará reduzida a menos uma via de circulação em cada sentido, mantendo-se, ainda assim, a garantia de que não haverá qualquer interrupção total do tráfego automóvel.
A empreitada, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, representa um investimento público de 4,5 milhões de euros e tem como objetivo a recuperação estrutural dos pilares e do tabuleiro da Ponte da Arrábida. Trata-se da primeira intervenção desta dimensão em cerca de 25 anos, num eixo considerado estratégico para a mobilidade diária entre as duas cidades. A instalação dos estaleiros deverá estar concluída até junho, prevendo-se que os primeiros impactos para os automobilistas se façam sentir a partir de 15 de julho, prolongando-se as restrições até ao final de agosto.
Os trabalhos na Ponte da Arrábida vão decorrer ao longo de vários meses, com conclusão prevista para abril de 2027. De acordo com o calendário definido, uma parte significativa da intervenção será realizada em período noturno, com o objetivo de minimizar os impactos num eixo rodoviário que suporta um elevado volume de tráfego. A Infraestruturas de Portugal assegura ainda que, durante todo o período da empreitada, a circulação automóvel na ponte será mantida, ainda que sujeita a condicionamentos.
A intervenção inclui a reparação das zonas afetadas pela corrosão, nomeadamente na face inferior do tabuleiro e nos pilares, bem como a aplicação de uma proteção geral das superfícies de betão. Estão igualmente previstos trabalhos de reformulação do sistema de drenagem, a substituição das juntas de dilatação por juntas metálicas, a reabilitação dos passeios e a instalação de novas guardas de segurança associadas ao lancil.
O atual estado de conservação da Ponte da Arrábida resulta do desgaste provocado pela passagem contínua de veículos ligeiros e pesados, aliado à exposição prolongada a condições atmosféricas adversas, características da zona do estuário do Douro. A influência do ambiente marítimo, da humidade, da precipitação e do vento contribuiu para a progressiva degradação da estrutura, tornando necessária uma nova intervenção de manutenção estrutural, 25 anos após a última empreitada de grande envergadura.
O plano de execução prevê uma primeira fase de trabalhos a partir da margem de Gaia até ao eixo central do rio Douro, entre julho e novembro, seguindo-se uma segunda fase, da margem do Porto até ao meio do rio, que se estenderá de novembro até abril de 2027. A redução temporária de vias em ambos os sentidos, durante o período de verão, coincide com a instalação das novas guardas de segurança nos passeios, mantendo-se o acesso pedonal assegurado.
Relativamente à circulação na marginal ribeirinha, está garantido que não haverá qualquer corte de trânsito. Para o efeito, será montada uma estrutura provisória que permitirá a passagem de automóveis e motociclos durante a execução dos trabalhos, evitando impactos adicionais numa das zonas mais sensíveis da frente ribeirinha.
A consignação da obra deverá ocorrer entre meados de fevereiro e o início de março, com acompanhamento por parte dos municípios envolvidos.
