MEO Marés Vivas sai de Vila Nova de Gaia e muda-se para Matosinhos

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As datas do MEO Marés Vivas 2026 irão manter-se as mesmas, tal como anunciado no ano passado por parte da promotora PEV Entertainment.

O festival MEO Marés Vivas vai deixar Vila Nova de Gaia, depois de a autarquia ter recusado as exigências dos promotores para manter o evento na freguesia da Madalena. A informação foi tornada pública este sábado pelo presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, que confirmou também o interesse do município de Matosinhos em receber a próxima edição do festival, através de negociações com a organização.

Numa publicação divulgada nas redes sociais, o autarca recorda que, durante a campanha eleitoral, assumiu o compromisso de retirar o festival da zona litoral da Madalena e transferi-lo para o interior do concelho. Segundo Luís Filipe Menezes, foi apresentada uma alternativa junto à Circular Regional Exterior do Porto, numa área com melhores acessos rodoviários e maior capacidade de estacionamento, proposta que acabou por ser rejeitada pelos promotores. O presidente da Câmara afirma ter sido alvo de pressões constantes para recuar na decisão, incluindo ameaças de transferência do MEO Marés Vivas para outro concelho, mantendo sempre a posição de não abdicar do compromisso assumido publicamente.

O autarca sustenta que a capacidade de atracção de público de um festival não depende da sua localização geográfica, mas sim do cartaz artístico, defendendo que todo o território do concelho deve ser tratado de forma equitativa. No mesmo texto, refere que a saída do Marés Vivas assinala o início de um novo ciclo para Gaia, sublinhando que já estão garantidos outros eventos de grande dimensão, como o Air Race e o Port Wine Fest, que, segundo afirma, deverão atrair um número de visitantes significativamente superior ao do festival agora deslocalizado.

Luís Filipe Menezes adianta ainda a intenção de reformular a programação cultural do concelho, apontando para um São João com um modelo diferente, animação regular ao longo do verão no Jardim do Morro e na zona ribeirinha, bem como a criação de um novo festival de música no interior de Gaia, cuja realização poderá arrancar já este ano e crescer de forma progressiva.

Na mesma publicação, o presidente da Câmara revela que a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, manifestou disponibilidade para negociar a transferência do festival, tendo obtido uma resposta favorável da sua parte.

Entretanto, nas redes sociais oficiais do MEO Marés Vivas surgiu a mensagem “vem aí uma nova maré”, alimentando a expectativa em torno do futuro do evento. Recorde-se que, no último dia da 18.ª edição do festival, a 20 de julho de 2025, a organização tinha anunciado o regresso a Vila Nova de Gaia nos dias 17, 18 e 19 de julho de 2026. E essas datas, mesmo mudando de local este ano, irão manter-se.

Convém relembrar que o MEO Marés Vivas mudou diversas vezes de localização ao longo da sua existência. Em 1998, ano da primeira edição, aconteceu na cidade do Porto, tendo transitado no ano seguinte para Vila Nova de Gaia. Realizando-se na cidade até 2001, somente voltaria em 2007, desta vez na praia do Areinho de Oliveira do Douro. Mudou depois, no ano seguinte, para a praia de Cabedelo, onde permaneceu durante 10 anos. Mudou novamente em 2018, para o espaço da antiga Seca do Bacalhau, em Lavadores, onde também aconteceu em 2019. Derivado da pandemia, o festival somente voltou em 2022… e numa nova localização: antigo Parque de Campismo da Madalena, em Vila Nova de Gaia, onde se manteve até à mais recente edição. Em 2026, no entanto, volta a mudar de sítio.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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