O Planalto Beirão implementa recolha de resíduos alimentares junto de produtores domésticos e não domésticos, contribuindo para a economia circular e a gestão sustentável de resíduos.
A Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) deu início a um serviço de recolha seletiva porta a porta de biorresíduos alimentares, que vai abranger 19 municípios do centro de Portugal.
O lançamento do projeto ocorre num contexto em que a gestão de resíduos urbanos continua a ser um desafio em Portugal. Em 2024, o Planalto Beirão registou a entrada de mais de 158.000 toneladas de resíduos, das quais 141.000 toneladas não tinham sido separadas, evidenciando a necessidade de estratégias mais eficazes para reduzir a deposição em aterro.
O serviço da AMRPB abrange tanto produtores domésticos como não domésticos, incluindo restaurantes, escolas, cantinas e cafés, com uma previsão de recolha de cerca de 3.000 toneladas de biorresíduos no primeiro ano. Experiências-piloto estão a ser implementadas em sete municípios para testar a adesão de utilizadores domésticos.
Nesta fase inicial, a recolha vai cobrir aproximadamente 1.000 produtores domésticos e 1.000 não domésticos. A AMRPB prevê que, até 2030, sejam valorizadas mais de 11.000 toneladas de biorresíduos, transformando-os em composto orgânico de qualidade, contribuindo para a reutilização de recursos e para a redução do impacto ambiental associado à deposição em aterro.
Estudos nacionais indicam que os biorresíduos constituem uma das frações mais volumosas dos resíduos urbanos indiferenciados. A sua recolha seletiva é reconhecida como uma medida estrutural para reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterro, diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e fomentar a valorização orgânica. Estas ações estão alinhadas com as metas definidas para a gestão de resíduos urbanos em Portugal e na União Europeia.
