O futuro Hospital Central do Algarve pretende responder às limitações dos hospitais de Faro e Portimão.
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, visitou o local onde será construído o futuro Hospital Central do Algarve, um projeto que avançará em regime de parceria público-privada e que o Governo considera determinante para a região.
Segundo Ana Paula Martins, a nova unidade hospitalar surge como resposta às limitações atualmente existentes nos hospitais de Faro e de Portimão, procurando dar resposta a uma região que tem registado crescimento populacional e uma forte pressão sazonal associada ao turismo. O futuro hospital é apresentado como uma solução para reforçar a capacidade de resposta assistencial no sul do país, num contexto de aumento continuado da procura por cuidados de saúde.
A Ministra destacou também a vertente formativa do projeto, referindo que o hospital terá um papel central na formação na área da saúde, em articulação com a Universidade do Algarve. A existência de uma unidade com maior diferenciação e complexidade clínica é considerada essencial para apoiar os cursos de Ciências da Saúde, numa região que assume igualmente uma dimensão universitária.
De acordo com a informação divulgada, o Hospital Central do Algarve deverá dispor de 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta e 10 blocos de partos, integrando ainda vários hospitais de dia e equipamento médico de tecnologia avançada. A área da oncologia ficará plenamente integrada na unidade, que incluirá também cuidados paliativos e serviços de psiquiatria, abrangendo adultos, crianças e adolescentes.
O investimento previsto para a construção do Hospital Central do Algarve é de cerca de 426,26 milhões de euros.
