Os riscos cibernéticos deixaram de ser uma preocupação exclusiva das grandes organizações e passaram a afetar de forma direta freelancers, microempresas e pequenas e médias empresas (PME). Em Portugal, essa realidade tornou-se ainda mais evidente em 2025, quando 54% das PME portuguesas foram vítimas de ciberataques, segundo dados divulgados pelo The Portugal News. Esse valor reflete não apenas o aumento do número de incidentes, mas também a crescente sofisticação das ameaças digitais que afetam negócios de menor dimensão.
À medida que a economia se torna cada vez mais digital, freelancers e pequenas empresas recorrem a plataformas online para faturação, pagamentos, gestão de clientes, armazenamento de dados e comunicação. Essa dependência tecnológica cria novas oportunidades de crescimento, mas também expõe fragilidades que podem ser exploradas por cibercriminosos. Muitas dessas organizações operam com recursos limitados, sem equipas especializadas em tecnologia ou segurança da informação, o que aumenta a sua vulnerabilidade.
Em 2026, prevê-se que os ataques cibernéticos se tornem mais direcionados e personalizados. Os criminosos utilizam inteligência artificial e dados públicos para criar esquemas de fraude mais credíveis, tornando difícil distinguir comunicações legítimas de tentativas de ataque. O trabalho remoto e híbrido, que continuará a ser uma realidade para muitos profissionais independentes, também contribui para o aumento dos riscos, sobretudo quando são utilizadas redes e dispositivos menos seguros.
Para freelancers e PME, um ciberataque pode ter consequências graves: perdas financeiras diretas, interrupção da atividade, exposição de dados sensíveis de clientes e danos duradouros na reputação do negócio. Nese contexto, a organização financeira assume um papel relevante na mitigação do risco, uma vez que estruturas mais claras facilitam o controlo e a deteção de atividades suspeitas.
A abertura de uma conta empresarial permite separar as finanças profissionais das pessoais e gerir melhor a atividade, contribuindo para maior transparência e disciplina financeira. Esta separação é particularmente importante para freelancers e microempresas, onde a mistura de fluxos financeiros pode dificultar a identificação de movimentos anómalos ou fraudulentos.
Principais riscos cibernéticos para pequenos negócios em 2026
Os riscos cibernéticos correspondem à possibilidade de incidentes que comprometam sistemas digitais, dados, operações ou transações financeiras. Em 2026, esses riscos assumem várias formas, muitas delas já conhecidas, mas cada vez mais sofisticadas e difíceis de detectar.
Entre os principais riscos destaca-se o phishing, que recorre a mensagens falsas por e-mail, SMS ou redes sociais para induzir freelancers e colaboradores a divulgar credenciais de acesso. O ransomware continua a representar uma ameaça séria, bloqueando o acesso a ficheiros e sistemas críticos mediante pedidos de resgate. As fraudes financeiras digitais, como pagamentos não autorizados ou manipulação de dados bancários, afetam sobretudo empresas com processos de validação pouco robustos.
Outro risco crescente está associado ao uso de dispositivos pessoais para fins profissionais, prática comum entre trabalhadores independentes. A ausência de atualizações de segurança, antivírus ou redes protegidas facilita a intrusão de terceiros. A má gestão de acessos – incluindo palavras-passe fracas, reutilizadas ou partilhadas – continua a ser um dos principais pontos de falha.
Mesmo sem a obrigatoriedade de uma conta empresarial, no caso dos trabalhadores independentes, é fundamental assegurar que as finanças do negócio utilizam 3D Secure e autenticação dupla, mecanismos que ajudam a combater o cibercrime e reduzem significativamente o risco de transações fraudulentas.
Digitalização financeira e estratégias de proteção
A digitalização financeira trouxe ganhos claros de eficiência, controlo e agilidade para freelancers e PME, mas também exige escolhas conscientes em matéria de segurança. Em 2026, optar por soluções financeiras que integrem proteção avançada deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade básica.
Plataformas financeiras que oferecem autenticação dupla, cartões com limites configuráveis, notificações em tempo real e validação reforçada de pagamentos ajudam a reduzir significativamente o impacto dos ciberataques. Neste contexto, soluções financeiras como a Qonto, referência em Portugal, destacam-se pela facilidade de abertura de conta empresarial, serviço digital completo, comissões transparentes e elevado nível de satisfação dos clientes.
Ao combinar boas práticas de cibersegurança com ferramentas financeiras seguras, freelancers e PME conseguem não só proteger-se melhor, como também ganhar competitividade e confiança junto dos clientes. Em 2026, investir em prevenção será sempre menos oneroso do que lidar com as consequências de um incidente cibernético, tornando a segurança digital um pilar central da gestão dos pequenos negócios.
