Digi exige solução temporária para cobertura no Metro de Lisboa

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A operadora Digi enfrenta obstáculos no Metro de Lisboa e só prevê cobertura total no final do ano, mantendo críticas à administração anterior.

Esta semana, num evento em Lisboa onde reuniu jornalistas, bloggers e outros convidados, a DIGI confirmou que não irá aumentar os seus preços em 2026, contrariamente à concorrência. Mas a operadora romena aproveitou também para mandar um recado à Metropolitano de Lisboa.

Em outubro do ano passado, a DIGI anunciava que já se podia utilizar o serviço móvel da operadora no Metro do Porto. Mas no Metro de Lisboa, a situação é outra, e a empresa aproveitou para criticar a gestão anterior do metropolitano e os bloqueios que tem enfrentado desde a sua entrada em Portugal.

Neste momento, os clientes DIGI permanecem sem sinal durante as deslocações pelos túneis do Metro de Lisboa, e Valentin Popoviciu, diretor executivo da Digi, considera que a instalação da rede deveria ser uma prioridade imediata.

Na verdade, e desde que começou a operar em Portugal, a operadora romena tem sido impedida de criar a sua própria infraestrutura no metropolitano. A administração anterior exigiu que fosse utilizada a rede existente, gerida por outros operadores, mas esses operadores não concederam acesso, alegando que seria necessário construir uma nova infraestrutura. Popoviciu explicou que a operadora se ofereceu para colaborar no projeto, mas a resposta recebida indicou que apenas os atuais responsáveis poderiam executar a obra.

Apesar das limitações iniciais, a DIGI conseguiu implementar a rede nas linhas amarela e vermelha, concluindo a última em dezembro e a primeira em janeiro. No entanto, o diretor executivo reconhece que a cobertura permanece incompleta, pois ainda é necessário abranger as linhas azul e verde. O sistema integral só deverá estar operativo no final do ano, um prazo que os responsáveis consideram longo, prejudicando a oferta de serviços aos clientes e afetando a imagem da empresa no mercado.

A Digi pediu à administração do Metro de Lisboa a instalação de uma solução temporária, incluindo subestações de baixo consumo energético, que permitiria oferecer um serviço mínimo durante o período de implementação da rede completa. A proposta foi rejeitada pela gestão anterior, mas a operadora espera negociar agora com a nova administração. Popoviciu estima que, com luz verde, a instalação temporária poderia ser realizada em um ou dois meses, dependendo das condições de acesso às instalações do metropolitano.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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