O Conselho Europeu aprovou a revisão do PRR na energia, alargando prazos de execução até 2028 e 2029 e reforçando investimentos em hidrogénio, baterias e rede elétrica.
A revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área do Ambiente e da Energia foi aprovada pelo Conselho Europeu, permitindo a adaptação do calendário de execução e o reforço de investimentos considerados estruturais para a transição energética em Portugal. A decisão tomada em Bruxelas viabiliza ajustes às condições de implementação no terreno e assegura a continuidade de projetos estratégicos ligados às baterias, ao hidrogénio e à modernização da rede elétrica.
Com a reprogramação agora validada, Portugal mantém a aposta no desenvolvimento de soluções de armazenamento e no hidrogénio, áreas consideradas determinantes para a integração das energias renováveis e para a descarbonização da economia. O financiamento associado a estes investimentos ascende a cerca de 415 milhões de euros, num enquadramento que procura alinhar os objetivos estratégicos com a capacidade efetiva de execução.
Um dos principais ajustamentos introduzidos prende-se com o alargamento dos prazos, que passam a permitir a concretização dos projetos até 2028 e 2029. Esta alteração responde a constrangimentos operacionais identificados ao longo da implementação do PRR, proporcionando maior previsibilidade e estabilidade aos promotores envolvidos.
A revisão aprovada contempla igualmente o reforço das verbas destinadas à flexibilidade da rede elétrica, estando previsto o lançamento, nos próximos meses, de um novo aviso com uma dotação de 60 milhões de euros. A medida visa aumentar a capacidade de resposta do sistema elétrico nacional, num contexto de crescimento da produção descentralizada e de maior peso das fontes renováveis.
