Portugal reconheceu oficialmente o IRA como entidade de emergência, permitindo-lhe atuar com sirenes e luzes azuis em operações de resgate animal.
Na semana passada, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) emitiu ao IRA – Intervenção e Resgate Animal a autorização n.º 609/2025 DRMTLVT, que permite às viaturas do IRA utilizar avisadores sonoros e luminosos azuis, equiparando-as às forças de emergência em matéria de trânsito e circulação. Trata-se de algo inédito na área da proteção animal, uma vez que o IRA é assim reconhecido como entidade de proteção e socorro dotada de veículos prioritários.
Este enquadramento legal consolida o papel do IRA no sistema nacional de emergência, colocando-o ao lado de entidades que intervêm em contextos de crise e socorro público. A medida representa também um avanço significativo no reconhecimento institucional da proteção animal como parte integrante das políticas de segurança e bem-estar coletivo em Portugal.
Com este novo estatuto, as equipas do IRA ganham capacidade operacional reforçada para atuar em tempo útil em missões de resgate de animais em perigo, particularmente em situações de catástrofe, calamidade ou acidente, nas quais a salvaguarda da vida animal está frequentemente associada à proteção de pessoas e comunidades.
Em comunicado, o Presidente do IRA, Tomás Pires, sublinha que esta decisão traduz o reconhecimento de um trabalho contínuo desenvolvido ao longo dos anos e assume o compromisso de manter uma atuação pautada pelo profissionalismo, pela dedicação e pelo sentido de missão. Segundo o responsável, o reconhecimento obtido não se limita a uma conquista institucional, mas reflete a evolução de uma sociedade que valoriza respostas eficazes e humanas perante o sofrimento animal.
