Obra finalizada em 1962 é um dos últimos edifícios sobreviventes da autoria do artista flaviense Nadir Afonso.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) deu um passo significativo para preservar um marco arquitetónico único, propondo ao Instituto do Património Cultural a classificação da icónica Panificadora de Chaves como Monumento de Interesse Público.
Esta notável estrutura, concluída em 1962, é fruto da mente criativa do arquiteto flaviense Nadir Afonso, um nome de grande relevância no cenário artístico português. A panificadora representa um testemunho singular da arquitetura industrial modernista em Portugal, incorporando as influências de mestres como Le Corbusier e Oscar Niemeyer, ao mesmo tempo que expressa a estética funcionalista característica de Afonso.
O edifício destaca-se pela mestria com que o arquiteto controla e articula as formas gramaticais modernistas. Abóbadas, coberturas inclinadas, chaminés, reticulados, lâminas verticais, panos lisos e muros em curva combinam-se harmoniosamente, criando uma obra que se integra de forma exemplar ao contexto urbano.
Além do seu valor estético inegável, a Panificadora de Chaves possui um significado histórico e cultural profundo. É um dos últimos edifícios remanescentes da autoria de Nadir Afonso e mantém-se como um dos expoentes máximos da arquitetura modernista na região de Trás-os-Montes. O facto de ter preservado um elevado grau de integridade e autenticidade ao longo dos anos reforça ainda mais a sua importância patrimonial.
A classificação como Monumento de Interesse Público representaria um reconhecimento formal da relevância da Panificadora de Chaves, garantindo a sua salvaguarda e preservação para as gerações futuras. Permitiria, ainda, que este notável exemplar da arquitetura modernista continuasse a inspirar e encantar, perpetuando o legado de Nadir Afonso e enriquecendo o património cultural português.
