Mas também se considera viável um aeroporto em Vendas Novas.
Esta terça-feira, dia 5 de dezembro, na sessão de apresentação do relatório preliminar da Comissão Técnica Independente (CTI), responsável pela avaliação de vários cenários para a localização do futuro aeroporto de Lisboa, o primeiro-ministro António Costa disse que esta apresentação marcou “um momento importante e relevante de maturidade democrática”. Ou não falássemos de uma discussão que leva 50 anos.
Para a CTI há, claramente, uma hipótese mais forte. Foram analisadas oito opções, à luz de cinco fatores críticos – segurança aeronáutica; acessibilidade e território; saúde pública e viabilidade ambiental; conectividade e desenvolvimento económico; e investimento público e modelo de financiamento – e concluiu-se que a “solução com mais vantagem” passa por manter o aeroporto da Portela, em simultâneo com Alcochete, até que estejam criadas condições para que Alcochete funcione como aeroporto único, com um mínimo de “duas pistas”.
Outra solução considerada “viável” passa igualmente por manter a Portela, com um novo aeroporto em Vendas Novas, também até que este último reúna as infraestruturas necessárias para ser aeroporto único.
Obras imediatas no aeroporto Humberto Delgado
Mas como um novo aeroporto é uma obra para demorar vários anos – até porque têm de ser lançados concursos, dar início à construção, finalizar o projeto, etc -, é urgente responder ao esgotamento da capacidade do aeroporto Humberto Delgado. E sabendo disso, António Costa anunciou que no próximo Conselho de Ministros – que decorrerá quinta-feira, no Porto – aprovará uma resolução que imporá à ANA (Aeroportos de Portugal) que avance de imediato com as obras que estão em falta no aeroporto Humberto Delgado, nomeadamente a remodelação e ampliação do Terminal 1.
De resto, quem quiser pode consultar aqui o relatório preliminar apresentado pela Comissão Técnica Independente. O documento estará em consulta pública até 19 de janeiro.