Tudo devido a atrasos de mais de 30 meses no curso das obras.
O Metro de Lisboa continua a expandir, de modo a acompanhar a evolução da cidade de Lisboa. Fomenta a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promove a redução dos tempos de deslocação, a descabornização e a mobilidade sustentável.
O Metro de Lisboa rapidamente se expandiu no centro da capital portuguesa e chegou a outros concelhos limítrofes, numa lógica de apoio ao planeamento integrado dos transportes urbanos com os suburbanos, disponibilizando interfaces que conjugam e integram vários modos de transportes.
O projeto de expansão e modernização do Metropolitano de Lisboa tem em curso o prolongamento da linhas Verde e Amarela em 1.900 metros. Estão já em execução as obras que vão permitir a ligação da estação do Rato ao Cais do Sodré, criando uma nova linha circular e construindo duas novas estações. Basicamente, as linhas Amarela e Verde ficarão unidas entre o Cais do Sodré e o Campo Grande, num novo anel circular no centro de Lisboa.
A ligação da linha Verde à Amarela no Cais do Sodré e Campo Grande, além da construção das duas novas estações, prevê a remodelação da estação existente no Cais do Sodré e ligação dos viadutos do Campo Grande.
A construção da nova linha Circular irá implicar a construção no Campo Grande de dois novos viadutos. Um viaduto de cerca de 158 metros que permitirá “fechar” o anel no Campo Grande e outro novo viaduto de cerca de 428 metros implantado a norte dos viadutos já existentes que fará a ligação do troço Odivelas/Campo Grande da atual linha Amarela à estação de Telheiras (atual linha Verde).
A futura estação Estrela ficará localizada no edifício da farmácia do antigo Hospital Militar. O acesso será integrado à Calçada da Estrela e ao Jardim da Estrela, proporcionando, ainda, uma requalificação urbana na zona.
Devido à profundidade desta nova estação, a deslocação entre o átrio e o cais será efetuada por seis elevadores de grande capacidade e duas escadas mecânicas, atingindo o nível da superfície. O objetivo é que seja possível um rápido acesso e maior conforto de utilização da estação pelos clientes e um maior acesso à rede do Metro para a população.
Já a estação de Santos ficará localizada a Poente do quarteirão definido pela Av. D. Carlos I, Rua das Francesinhas, Rua dos Industriais e Travessa do Pasteleiro. Os acessos à nova estação serão feitos pela Travessa do Pasteleiro e pela Avenida D. Carlos I. O acesso principal ficará no Largo da Esperança, integrando o elevador dos bombeiros. Irá também existir um acesso por elevador ao Bairro da Madragoa.
Todos os níveis da estação, desde o cais até à superfície, vão ser servidos por escadas mecânicas.
Infelizmente, e apesar dos trabalhos em curso, esta nova linha circular, que deveria entrar em funcionamento em 2024, será provavelmente adiada para fevereiro de 2025.
“Obviamente que o programa que nós tínhamos, que era em outubro de 2024 abrir a linha circular, provavelmente vai passar para 2025 e, nesta altura, temos uma Resolução do Conselho de Ministros à espera que seja aprovada – já esperávamos que fosse esta semana, esperamos que seja na próxima – que vai já compaginar um planeamento para fevereiro de 2025”, disse na semana passada Vitor Domingues dos Santos, ouvido na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação da Assembleia da República.
De acordo com o responsável, o Metropolitano tinha “folgas no seu planeamento”, mas que são insuficientes “para conseguir absorver, em média, cerca de 30 meses de atraso”.
Atrasos, atrasos… e mais atrasos
Segundo Vitor Domingues dos Santos, no lote 1, entre a data do concurso público e a data da adjudicação, foram 27 meses; no lote 2 (Santos – Cais do Sodré), entre o lançamento do concurso e a adjudicação, decorreram 40 meses; no lote 3 (eventos no Campo Grande), entre o momento do lançamento do concurso público e a adjudicação, decorreram 13 meses; e o lote 4, lançado em agosto de 2021, ainda aguarda o visto do Tribunal de Contas.
“Só a adjudicação da linha circular, entre o lançamento do concurso e a consignação, demorou 31 meses”, desabafou o responsável, graças a um concorrente que colocou a empresa em tribunal, tendo iniciado um litígio que levou a toda esta demora.
Quanto a novo material circulante, que permitiria aumentar as frequências dos comboios, só deve começar a chegar no primeiro trimestre de 2024.