Projeto Life Iberconejo recebe 2,1 milhões de euros para combater declínio do coelho-bravo

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O coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus algirus) desempenha um papel chave nos ecossistemas mediterrânicos, sendo presa base para vários predadores.

A preocupante situação populacional do coelho-bravo e a tendência de declínio que esta espécie tem registado nos últimos anos levaram à união de esforços entre entidades portuguesas e espanholas para evitar o progressivo declínio desta espécie e inverter os respetivos impactos ambientais e socioeconómicos.

Nesse sentido, foi produzida uma candidatura LIFE que deu origem ao projeto Life Iberconejo (Life 20 GIE/ES/000731), que teve início a 1 de outubro, tem conclusão prevista para o final de 2024 e um orçamento total de 2.103.880€.

O projeto tem como unidade geográfica de trabalho, sensivelmente, a metade centro e sul da Península Ibérica e é coordenado pela Asociacion para la Defensa de la Naturaleza (WWF Espanha). As 14 entidades beneficiárias – cinco das quais portuguesas, entre elas o ICNF – representam, no seu conjunto, os principais interessados na gestão desta espécie, nomeadamente organismos da administração pública, instituições de investigação, federações de caçadores e organizações não governamentais de conservação da natureza.

O coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus algirus) desempenha um papel chave nos ecossistemas mediterrânicos, sendo presa base para vários predadores, alguns especializados, como por exemplo o lince-ibérico (Lynx pardinus) e a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti). São-lhe também atribuídas importantes atividades como modelador da paisagem associadas aos sistemas mediterrânicos, contribuindo para a perpetuidade destes sistemas, em particular como fomentador da pedogénese. Paralelamente, é uma das mais importantes espécies cinegéticas no quadro venatório nacional, quando não ibérico, sendo a base de sistemas económicos que têm a atividade cinegética como suporte das suas atividades.

O Life Iberconejo pretende contribuir para a inversão da tendência de declínio incidindo numa série de temas fulcrais. Nomeadamente:

  1. Desenvolvimento de uma estrutura ibérica de governança: European rabbit Iberian Coordination Committee (ERICC);
  2. Avaliação e monitorização das populações de coelho-bravo à escala ibérica, utilizando protocolos de avaliação comuns nos dois países;
  3. Avaliação e monitorização dos apoios comunitários à atividade agrícola considerando os seus benefícios para a sustentabilidade desta espécie, onde ainda se inclui a avaliação dos prejuízos causados pelo coelho nos sistemas agrários e formas de os avaliar e minimizar.
Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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1 Comentário

  1. A Associação Caça e pesca de Azinhoso tem um protocolo assinado com várias associações sobre compensações do baixo sabor, abrindo clareiras e efetando semeadas para alimentação da águias etc mas como não temos coelhos para essa alimentação para que serve gastar dinheiro em semeadas, comedouros e bebedouros.

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